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Momento Econômico | Ano 1 - Edição 08

por Nicola Tingas

 

"Agentes econômicos" aguardam as primeiras sinalizações do governo que será eleito. Expectativas para pós-eleição tem viés positivo sobre avanços em 2019.

A reta final das eleições está bastante acirrada e ruidosa. Os primeiros sinais das campanhas dos candidatos são de moderação em suas propostas institucionais e de política econômica. Contudo, ainda existem poucas informações sobre que "plataforma econômica e política de governo" será seguida pelo candidato vitorioso. Nesse ambiente, os "agentes econômicos" aguardam as primeiras sinalizações do governo eleito para tomar suas decisões de consumo e investimento. Mesmo assim, há expectativa positiva sobre anúncios de medidas institucionais, acordos políticos e política econômica no período pós-eleição até a posse em janeiro de 2019.

Dados divulgados indicam uma melhora do resultado esperado para o PIB do 3º trimestre de 2018. O período será influenciado favoravelmente pela recuperação de estoques, fluxo de atividade e de transações na economia após "greve dos caminhoneiros", além, de estímulos momentâneos como o ingresso de recursos do pagamento do PIS/PASEP, "planos econômicos", gastos eleitorais e sazonalidade favorável do 2º semestre. 

O índice de atividade do Banco Central IBC-Br, uma "proxy" do PIB, teve expansão pelo terceiro mês consecutivo dando sinais de melhor ritmo de recuperação da economia. No mês de agosto veio com alta de 0,28% com avanço de 2,5% na comparação anual e 1,5% em 12 meses. A mesma tendência foi indicada pelo monitor do PIB do IBRE-FGV que avançou 0,2% em agosto, uma alta de 1,9% em 12 meses. Já em setembro, o mercado de trabalho indicou ritmo acima do esperado. O CAGED registrou a criação líquida de 137.366 vagas com carteira assinada, no melhor resultado para o mês em cinco anos. No conjunto, os indicadores corroboram avanço no PIB do 3º trimestre e trazem indícios favoráveis para PIB do 4º trimestre.

 

O IPCA-15 subiu de 0,09% em setembro para 0,58% em outubro. Os grupos transportes (1,65%) e alimentação (0,44%) foram os principais responsáveis pela aceleração do IPCA-15, respondendo por cerca de 70% do índice do mês. O acumulado no ano chegou a 3,83% e o acumulado nos 12 meses foi de 4,53%.   

Esse contexto amplia alerta no COPOM para gestão da taxa de juros. Mas, dada a ampla capacidade ociosa, desemprego elevado e acomodação na taxa de câmbio, estimamos taxa de juros em 6,5% até início de 2019.​​​​​

Mantemos previsão de que a taxa de câmbio poderá "testar" valorização até R$3,50 e/ou R$3,40. Contudo estimamos que o patamar de R$3,70/R$3,80 é mais consistente com o cenário nacional e internacional e que reduções mais acentuadas da taxa de câmbio deverão ser "devolvidas" mais a frente. 

 

2 - Indicadores financeiros & Projeções Pesquisa Focus (BACEN) e ACREFI

 

 

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Fonte: Omni Soluções Financeiras

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