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Presídios e microcrédito humanizados disputam Prêmio Empreendedor 2017

THAIZA PAULUZE
DE SÃO PAULO

Uma empresa que oferece microcrédito para a base da pirâmide que não é atendida pelos bancos. Um aplicativo que coleta assinaturas para projetos de lei de autoria popular. E uma prisão onde os presos detêm as chaves das celas e o índice de reincidência é de 28% –contra os 85% das cadeias comuns.

Essas iniciativas, de Bernardo Bonjean, 40 (Avante); Ronaldo Lemos, 41 (Instituto de Tecnologia e Sociedade); e Valdeci Ferreira, 55 (Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados), são as três finalistas do Prêmio Empreendedor Social de 2017.

Eles concorrem à principal premiação, realizada pela Folha em parceria com a Fundação Schwab, uma das comunidades ligadas ao Fórum Econômico Mundial.

Já Hamilton da Silva, 29 (Saladorama); Ralf Toenjes, 26 (Renovatio); e Lígia Stocche, 27, Renan Ferreirinha, 23, e Tábata Amaral, 23, (Mapa Educação), concorrem ao Empreendedor Social de Futuro, que premia líderes de até 35 anos à frente de negócios em fase de consolidação.

Os finalistas do Prêmio Empreendedor Social e Empreendedor Social de Futuro 2017 Bernardo Bonjean, da Avante; Valdeci Ferreira, da Fbac; Ronaldo Lemos, do ITS; Hamilton da Silva, do Saladorama; Renan Ferreirinha, Tábata Amaral e Lígia Stocche, do Mapa Educação; e Ralf Toenjes, da Renovatio

"Os finalistas de 2017 realizam tarefas e propõem soluções que se tornam mais necessárias e desafiadoras em tempos de crise, como o nosso", afirma Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha.

"Assim como nos demais setores da economia, o terceiro setor e o ecossistema de negócios de impacto social também se ressentem da falta de recursos e investimentos."

Segundo ele, são projetos que geram impacto em áreas vitais para o crescimento econômico, como crédito para microempreendedores, e social, no caso de projetos de direitos humanos, democracia, nutrição e saúde.

"Graças aos esforços diligentes de nosso parceiro de seleção no Brasil, a Folha, identificamos líderes sociais que estão contribuindo de modo expressivo para o desenvolvimento de suas comunidades em todos os setores", destaca Karen Demavivas, líder para as Américas das comunidades do Fórum Econômico Mundial.

Os seis finalistas foram selecionados entre 160 inscritos e também concorrem na categoria Escolha do Leitor, com votação aberta; participe.

Um júri de especialistas escolherá os vencedores, que serão anunciados em cerimônia fechada para convidados no Teatro Porto Seguro, no dia 6 de novembro, em São Paulo.

 

HISTÓRIAS

Os empreendedores que chegaram à final atacam sérios gargalos nacionais, como a reincidência no sistema prisional e a falta de representatividade popular na formulações de leis.

Bonjean largou o emprego no mercado financeiro para criar a Avante, negócio social que usa tecnologia e agentes locais para humanizar serviços bancários em 116 cidades pobres do Nordeste. Ele quer reduzir as desigualdades econômicas, impactando 1 milhão de famílias.

Já Lemos, professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e colunista da Folha, fundou o ITS, responsável pelo desenvolvimento do aplicativo Mudamos, com o qual a população já criou leis em duas capitais.

Na área de segurança pública, Ferreira deu início a Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado). A metodologia para administrar prisões, baseada em valores cristãos, já está presente em 19 outros países. Hoje, a Fbac (Fraternidade Brasileira de Assistência ao Condenado) organiza 48 cadeias de forma humanizadas no Brasil, beneficiando 3.500 internos.

Buscando uma nutrição saudável nas favelas cariocas, Silva idealizou o Saladorama, que incentiva o consumo de saladas em periferias de cinco Estados, com preço baixo e produtores, cozinheiros e entregadores das próprias comunidades, alcançando cerca de 28 mil pessoas.

Toenjes ataca outro problema social, da falta de oftalmologista no interior do país. A Renovatio leva consulta e óculos de baixo custo, com o objetivo de impactar os 42 milhões de brasileiros com problemas de visão sem acesso a tratamento. Já distribuiu mais de 12 mil óculos, em 17 Estados.

E os gargalos educacionais são pauta para o Mapa Educação, criado por Lígia Stocche, Renan Ferreirinha e Tábata Amaral. Os três mobilizam jovens para pressionar e influenciar a formulação de políticas públicas no setor.

Todos eles terão seus perfis publicados em um caderno especial da Folha, que circulará em 7 de novembro, e concorrem a prêmios como bolsas de estudos, cursos de gestão, assessoria jurídica e mentorias.

O Prêmio Empreendedor Social tem patrocínio de Coca-Cola, Vivo, IEL, uma iniciativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e Fundação Banco do Brasil. Conta com a Latam como transportadora oficial e o apoio do Instituto C&A e do Teatro Porto Seguro. ESPM, Fundação Dom Cabral, Insper e UOL são parceiros estratégicos.

Fonte: Folha

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