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PIB 2019 deve acelerar ritmo de recuperação de setembro a dezembro

Ano 2 - Edição 24

por Nicola Tingas, Consultor Econômico

 

PIB 2019 deve acelerar ritmo de recuperação de setembro a dezembro
 

A "recuperação cíclica" do PIB tem tido alcance limitado na atual fragilidade fiscal da economia brasileira. O PIB do 2º trimestre trouxe sinais de uma retomada ainda lenta. Contudo, o ritmo de crescimento deve acelerar de setembro a dezembro. O maior impulso para o PIB começa a ficar evidente com a ampliação do crédito pessoa física, juros menores, indústria de transformação, construção civil, investimento e consumo. Para tanto, a hipótese central é de que a agenda econômica continue avançando positivamente e o cenário internacional tenha reduzido o contágio para o Brasil. Mais adiante, a possibilidade "crescimento sustentável" do PIB (3 a 4% ano)  requer investimento amplo, confiança empresarial, recuperação do emprego e da renda.

As concessões de crédito "recursos livres para pessoa física" cresceram significativamente no 2º trimestre de 2019, e continuam em forte expansão. Dados de julho do Banco Central (BACEN) indicam concessão total de Recursos Livres (RL) PF de R$ 191 bilhões (13% no mês, 14% no ano e 13% em 12 meses). Os destaques de concessão de crédito RL PF em julho são: 

• Crédito consignado (17% no mês, 32% no ano, 30% em 12 meses), saldo da carteira: R$ 364 bilhões;

• Crédito aquisição veículos (23% no mês, 19% no ano,  17% em 12 meses), saldo da carteira: R$ 168 bilhões;

• Cartão de crédito à vista (16% no mês, 15% no ano, 15% em 12 meses), saldo da carteira: R$ 178 bilhões;

• Crédito pessoal não consignado (9% no mês, 23% no ano, 25% em 12 meses), saldo carteira: R$ 126 bilhões.

No caso das concessões de crédito "recursos direcionados pessoa física", o destaque é o para crédito imobiliário:

• Financiamento imobiliário (2,5% no mês, 12% no ano, 15% em 12 meses), saldo da carteira: R$  618 bilhões.

No PIB do 2º trimestre 0,4% (2º trim. x 1º trim. 2019), ou 1,0% no ano (2º trim. 2019 x 2º trim. 2018). Os destaques são:

IBGE 1 - Industria de transformação - crescimento de 1,6% no ano (2º trim. 2019 x 2º trim. 2018).
Destaques IBGE: produtos em metal, máquinas/equipamentos, químicos, metalurgia, indústria automobilística.

IBGE 2 - Construção - crescimento de 2% no ano (2º trim. 2019 x 2º trim. 2018).
Destaque IBGE: acréscimo de 0,9% da ocupação (emprego) na construção (segundo a PNAD contínua/IBGE).
Destaque IBGE: crescimento nominal de 10,7% do crédito recursos direcionados (financiamento imobiliário).

IBGE 3 - Investimento formação bruta de capital fixo (FBCF) - crescimento de 5,2% no ano  (2º trim. 2019 x 2º trim. 2018).
Destaque: crescimento da importação e produção interna de bens de capital e desempenho positivo da construção.

IBGE 4 – Consumo das Famílias - crescimento de 1,6% no ano  (2º trim. 2019 x 2º trim. 2018).
Destaques: crescimento do crédito, crescimento da massa salarial (IBGE), redução da taxa de juros, queda da inflação.

O contexto de recuperação de alguns setores no 2º trimestre  teve continuidade em julho, e certa inclinação em agosto, por conta de "ruído político" e "aversão ao risco" no contexto internacional. Indicadores antecedentes apontam uma melhoria gradual na atividade produtiva e demanda de varejo. Nesse contexto, parte do estímulo vem da melhora das expectativas com relação a continuidade das reformas e medidas microeconômicas. Também pela inflação estável em baixo patamar (perto de 3,5%), queda da SELIC, e gradual redução de juros na ponta dos empréstimos incentivados pelo BACEN, medidas para competitividade e produtividade.

O crédito é pró-cíclico. Agora na fase de expansão, ajuda a alavancar o ritmo do crescimento econômico.

2 - Indicadores financeiros, Pesquisa Focus (BACEN) e Projeções


B3 (Ibovespa) e R$/USD

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Fonte: Omni Banco & Financeira

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