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Indicadores econômicos apontam maior crescimento do PIB neste 4º trimestre

Ano 2 - Edição 26

por Nicola Tingas, Consultor Econômico

Indicadores econômicos apontam maior crescimento do PIB neste 4º trimestre

A economia começou a reagir no 2º semestre de 2019, mesmo que lentamente. Vários indicadores econômicos tiveram desempenho ampliado, apontando melhor ritmo de expansão do PIB no 4º trimestre de 2019. Por outro lado, fatores de risco como as "reformas estruturais" e o "cenário internacional" são relevantes para obter resgate da confiança empresarial e investimentos em escala, que futuramente ampliem o crescimento do PIB.

Os indicadores de emprego estão em lenta recuperação. O saldo positivo de criação de emprego com carteira assinada, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no período de janeiro a agosto de 2019, foi de 593.467 vagas, um ligeiro acréscimo sobre as 568.551 vagas do mesmo período de 2018, e bem acima dos anos anteriores (vide gráfico). Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), juntamente com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), estima-se que a contratação de trabalhadores temporários no varejo e setor de serviços para o Natal será de 103.00 vagas, um número 43.800 superior aos temporários contratados em 2018.

A taxa de desocupação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD - IBGE) se manteve em 11,8%, no trimestre encerrado em agosto. Patamar igual ao de julho, mas tem recuado lentamente desde o começo do ano, principalmente pelo crescimento do emprego informal (vide gráfico). A maior contribuição veio do aumento de pessoas trabalhando por conta própria e trabalhando sem carteira no setor privado. Hoje 41,4% dos trabalhadores na ativa são informais.

Os  rendimentos do trabalho têm apresentado ligeira queda em meses recentes. Contudo, diante do aumento da ocupação formal e informal, a massa salarial habitualmente recebida registra elevação (vide gráfico elaborado pelo Ipea), possibilitando a expansão do consumo das famílias.

O consumo também começa a ser favorecido pelo saque do FGTS, pela liberação PIS/PASEP, e pela continuidade da queda da taxa de juros indicada nos comunicados do Banco Central (ata do Comitê de Política Monetária - Copom, e Relatório de Inflação). Com a recuperação cíclica da economia e queda do risco de inadimplência, o aumento do crédito tem subido. A concessão de crédito livre para pessoa física vem crescendo desde 2017, sendo seguida mais recentemente pela concessão de crédito livre para pessoa jurídica (vide gráfico). Além da expansão em 2019, o crédito deve se ampliar muito mais nos próximos anos, pela crescente utilização do Cadastro Positivo.

O Comércio Varejista Restrito (IBGE) cresceu 1% em julho, sobre mês anterior (1,6% em 12 meses). Já o Comércio Ampliado cresceu 0,7% e 4,6%, respectivamente (vide gráficos). Embora o consumo das famílias tenha sido modesto até julho, as expectativas são melhores para o restante do ano, conforme aspectos destacados anteriormente.

Entre empresários do comércio, essa tendência de melhoria vem se consolidando. Em setembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) mostrou que " a confiança do empresário do comércio atingiu 119,1 pontos e relatou alta (+1,3) na comparação mensal, após quatro quedas consecutivas. Todos os subíndices registraram aumento, tendo como referência as condições atuais, registrando a maior variação positiva do mês (+1,8%), apesar de permanecer abaixo da zona de satisfação, com 94,1 pontos. O subíndice das expectativas, maior dentre eles, com 159,6 pontos, obteve o menor acréscimo (+0,5%)".

2 - Indicadores financeiros, Pesquisa Focus (Bacen) e Projeções

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Fonte: Omni Banco & Financeira

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