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Conjuntura atual: desafios na saúde (covid-19) e na economia (PIB)

Ano 3 - Edição 34

por Nicola Tingas, Consultor Econômico

 

Conjuntura atual: desafios na saúde (covid-19) e na economia (PIB)

A curva de óbitos decorrentes do covid-19 teve oscilações de declínio no final de abril e no início de maio. Contudo, passou a crescer rápida e intensamente na semana passada, tanto no Estado de São Paulo como em outros estados do Brasil. No dia 9 de maio, houve 730 óbitos em 24 horas, acumulando 10.627 mortes pelo covid-19 no Brasil. Um marco absolutamente ruim.

A disseminação do vírus se alastra rapidamente nas grandes cidades e avança também para cidades do interior do País. O sistema de saúde está próximo do limite de atendimento em muitas cidades e, em alguns casos, já esgotou os leitos de UTI. Essa tendência pressionou cidades grandes e pequenas a ampliar medidas de restrição da circulação de pessoas. São Paulo, epicentro da crise, deixou sua meta de flexibilizar o isolamento no dia 11 de maio, optando pela extensão até o dia 31 do mês. O Rio de Janeiro e outras cidades estão ampliando o isolamento. É fundamental monitorar quando será o pico de óbitos para planejar "saída ordenada" do isolamento.

A extensão do isolamento ocorre juntamente com a divulgação dos primeiros indicadores de atividade de abril, que tiveram forte queda e um ambiente de severa crise política. Situação que está sendo combatida com medidas de intensa "expansão fiscal emergencial" (até o final de 2020) calculada em R$ 700 bilhões pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas o mercado teme que negociações políticas provoquem gastos fiscais expansionistas também em 2021. Portanto, os mercados aguardam sinais de que a agenda liberal resista. 

Analistas de mercado revisaram (para pior) suas estimativas para o PIB. O intervalo principal para o PIB 2020 vai da queda de 4 % a 7 %, mais frequente na maior queda. Para o PIB 2021, devido a enorme incerteza, o intervalo de estimativa é de crescimento de 3,5 %, à queda de 3 %. O Brasil terá a maior queda anual do PIB em 100 anos.

Este cenário provocará forte deflação de preços. O IPCA poderá encerrar 2020 acumulando 1,5%. Além do enorme pacote de estímulo monetário e creditício de R$ 1,2 trilhão (16,7 % do PIB), o Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom),  reduziu a taxa básica de juros de 3,75 % para 3 % e sinalizou que na próxima reunião poderá chegar a 2,25%.

2 - Indicadores financeiros, Pesquisa Focus (BACEN) e Projeções

B3 (Ibovespa) e R$/USD

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Fonte: Omni Banco & Financeira

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