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2021 começa com mais incertezas e eleição no Congresso influenciará "viés da Economia"

Ano 3 - Edição 45
por Nicola Tingas, Consultor Econômico

2021 começa com mais incertezas e eleição no Congresso influenciará "viés da Economia"

O ano de 2021 começou mais animado nos USA com a confirmação da vitória e posse de Joe Biden. Apesar da invasão do Capitólio, evento que politicamente fragilizou bastante Donald  Trump, o revide Democrata, com aprovação de pedido de impeachment de Trump, renovou o otimismo nos mercados e favoreceu o fluxo de capitais para os mercados globais e Brasil. Apesar de uma forte 2ª onda nos USA, a postura incisiva na vacinação por Joe Biden reforça expectativas de que a economia americana irá adquirir mais à frente uma trajetória favorável. Na pauta de Biden está a volta do multilateralismo, impulso na integração democrática global, e destaque na questão do clima global. 

No Brasil, o mês de janeiro desenrolou-se com deterioração de expectativas, maior incerteza, e agravamento da 2ª onda de contaminação pela covid-19 e sua nova variante (cepa), que contamina muito mais e mais rápido. Isso aumentou a pressão por aceleração da vacinação no País, sem uma resposta rápida. O aumento das decisões de isolamento está sendo um elemento adicional na desaceleração da forte retomada econômica que ocorreu no 2º semestre de 2020. O Índice de Confiança do Comércio (IBRE- FGV) manteve em janeiro/2021 a rota descendente desde o pico de recuperação em setembro/2020, confirmando esse cenário. 
 

Com base em diversos indicadores antecedentes deste início de ano, o mercado tem revisado para menor sua expectativa de crescimento do PIB em 2021, de um intervalo de 3% a 3,5% para 2,5% a 3%. Considerando que a "herança estatística" de 2020 gera um efeito de 2,5% a 3%  no número de PIB 2021, o "crescimento efetivo" previsto para 2021 é residual ou baixo. O COPOM - Banco Central mudou sua "comunicação sobre manutenção dos juros altamente estimulativos" e deverá iniciar gradual aumento da taxa básica de juros SELIC (atualmente de 2% ao ano) no primeiro ou segundo trimestre deste ano. A motivação principal do COPOM vem do aumento substancial da inflação; patamar de desvalorização cambial elevado; e muita incerteza fiscal.

A maior incerteza sobre as tendências para 2021 tem centralidade na movimentação política para a eleição das presidências do Senado e Câmara do Deputados. A partir do resultado desta eleição, espera-se que ocorra uma "reforma ministerial" para acomodar as novas forças políticas que apoiam o Executivo. Essa nova conformação política influenciará o viés  da política econômica para os dois últimos anos de mandato Bolsonaro e sua estratégia de reeleição.

Indicadores financeiros, Pesquisa Focus (BACEN) e Projeções

B3 (Ibovespa) e R$/USD

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Fonte: Omni Banco & Financeira

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