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Crise pandêmica aguda e deterioração de condicionantes do cenário nacional

Crise pandêmica aguda e deterioração de condicionantes do cenário nacional, retardam e debilitam a atividade econômica no início deste 2º trimestre

A tendência é de contração do mercado interno ao longo do primeiro semestre e incerteza do padrão de retomada no segundo semestre, quando a taxa de vacinação estiver mais elevada e permitir melhor mobilidade geral e retomada da atividade econômica e maior consistência intersetorial. 

A crise pandêmica aguda ainda está em ascensão e inviabiliza uma retomada mais intensa nas próximas semanas do mês de abril, e indica retorno ainda instável nos próximos meses. Essas são inferências com base nas simulações do pesquisador Maurício Garcia, conforme abaixo:

BALANÇO COVID 30/03/2021: Terça-feira difícil, registramos hoje 3.780 óbitos, novo recorde do dia, elevando a média móvel para 2.710, novo recorde também. SP continua subindo e não dá para saber até onde irá, apesar dos sinais de estabilização dos novos casos e dos indicadores hospitalares. RO, RS e MT são os estados com maiores taxas de mortalidade no momento, todos acima de 20 MM/dia. Do outro lado estão MA, AM e PE, todos abaixo de 6 MM/dia. Impressionante o AM, já o segundo no ranking de menor mortalidade no Brasil, atrás apenas de PE. A média de novos casos segue estabilizada, estamos oscilando entre 70 e 77 mil novos casos há 18 dias, o que é um bom sinal.
Na vacinação, tivemos mais um dia positivo, subimos a média semanal para 670 mil doses aplicadas por dia.

Fonte: Maurício Garcia (*1). Digital Scientist. Vide https://www.linkedin.com/in/mgarlabx

 

Múltiplos condicionantes constroem esse quadro de debilidade econômica: a crise pandêmica aguda, a paralisação frequente de atividades, inflação elevada e perda de poder aquisitivo de significativa parte da população, conflito constante e instabilidade política, risco fiscal permanente, aprovação de Orçamento Geral da União 2021 inchado e inconsistente, juros básicos (taxa SELIC) em alta, taxa de câmbio pressionada.

Este cenário tem impactando em queda de Confiança do Consumidor e do Comércio.

No início da pandemia (março 2020) houve forte redução do consumo, que foi sendo resgatado até o final do ano com programas de apoio e crédito. Em paralelo, houve formação de "poupança precaucional" (PC) indicada no estudo "Efeitos circunstancial e precaucional na redução do gasto durante a pandemia - BACEN" Banco Central: Efeitos circunstancial e precaucional na redução do gasto durante a pandemia. Estudo Especial nº 100/2021 – Divulgado originalmente como boxe do Relatório de Inflação (dezembro/2020)

Por sua vez, o "Centro de Estudos do Mercado de Capitais" (CEMEC FIPE) estima que foi formada uma "poupança financeira das famílias" de R$ 329 bi no ano de 2020.

O mercado financeiro tem avaliado que esses "recursos excedentes" poderiam reativar o consumo a impulsionar a economia em 2021. Porém, o cenário atual indica que existe redução da "propensão a consumir" , devido às incertezas acumuladas e consequente risco de descontinuidade de renda e/ou dificuldade na manutenção de um "patrimônio de reserva" aos que têm continuidade de fluxo de renda.

Para grande parte da população de baixa renda essa "poupança precaucional" é limitada ou inexistente. Com essa fragilidade, tem realizado saques sequenciais da "caderneta de poupança" para complementar a deficiência ou inexistência de ingresso de renda mínima no quadro crítico atual. Circunstância que requer nova rodada do Auxílio Emergencial ou adequada política de renda mínima.

Enquanto não houver um avanço firme na vacinação e retomada consistente da confiança, será difícil reverter a atual condição de debilidade da atividade econômica no curto prazo, e talvez no médio prazo.

 

Indicadores financeiros, Pesquisa Focus (BACEN) e Projeções

B3 (Ibovespa) e R$/USD

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Fonte: Omni Banco & Financeira

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