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Desafio para o Copom: Inflação elevada X normalização da taxa de juros

Desafio para o Copom: Inflação elevada X normalização da taxa de juros

A inflação, em crescente alta, superou as expectativas iniciais. O IPCA-15 de julho acumulou 8,59% em 12 meses. A pressão se concentra em grupos de preços de maior consumo de famílias de baixa renda (alimentação no domicílio, gás de cozinha, transportes, energia elétrica). Com desemprego e escassez de trabalho, a renda líquida das famílias diminuiu. A retomada ocorre com desigualdade, promovida por quem manteve emprego, renda e poupança.

 

Com o avanço da vacinação, a mobilidade tem aumentado e existe crescente utilização de Serviços. Neste setor começa a haver pressão de preços indicada no IPCA-15. Além das pressões de energia elétrica, existe  possível risco de perda de parte da safra agrícola, por conta da geada e temperaturas muito baixas nas áreas de produção. Também há riscos  de descontinuidade de produção por falta de componentes e falta de energia.

Para combater a ascensão inflacionária o Banco Central tem aumentado a taxa básica de juros para obter sua normalização (juros reais acima da inflação de 3%). Busca cumprir a meta de inflação de 3,5% em 2022. Uma tarefa difícil em um ambiente de "choque de oferta" e pressão de custos e de margens. Seria menos difícil se fosse um "choque de demanda", que responde melhor ao aumento de juros. Será uma jornada de maestria achar o ritmo e extensão do ajuste total de juros, para superar a atual fase de juros negativos, quando comparados com a inflação 12 meses (ex-post). Além de levar em conta que a retomada de atividade é assimétrica, o que defasa a recuperação de emprego e renda.

Simulando (quadro abaixo): Se acelerar o ritmo de alta da taxa SELIC nas próximas reuniões, poderá alcançar o provável novo objetivo de 7% em outubro.  Se mantiver o ritmo atual consolidará o ajuste em dezembro. Tudo depende do que vai acontecer com várias fontes de pressão de preços.

Poderíamos até simular um cenário de ajuste integral em duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), mas creio que não seria opção produtiva para a "curva de expectativas mercado financeiro", e inadequado aguçar as piores expectativas dos agentes econômicos - tanto do lado da oferta, quanto da demanda da economia.

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Fonte: Omni

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