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Retomada da atividade enfrenta fatores limitantes

Retomada da atividade enfrenta fatores limitantes: variante delta, crise hídrica, risco climático, inflação pressionada, juros restritivos, fim do estímulo FED, gasto público expansionista (eleição)

A média móvel de mortes por Covid nos últimos 7 dias ficou em 839 - menor marca desde o dia 7 de janeiro (quando estava em 741). É o 5º dia de estabilidade, após um período de 12 dias em queda.

No entanto, apenas 23% da população recebeu duas doses. Abaixo de 60 anos ainda predomina a primeira dose; o que não protege de gravidades da variante Delta. Epidemiologistas observam qual variante vai predominar no Brasil, Gama (atual) ou Delta, que pode trazer nova onda de contaminação, internações, mortes e  retrocesso na atividade econômica.

A retomada econômica ocorreu ao longo do 1º semestre, inclusive com reação recente do setor de Serviços. Contudo, dados IBGE de Indústria, Varejo e Serviços indicam frequentes altas e baixas de desempenho mensal. O gráfico de barras do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) trimestral agrega parcialmente os dados e indica queda do ritmo de retomada do "choque pandêmico" de 2020. O indicador do BACEN  antecipa tendência do PIB IBGE. A linha PIB confirma acomodação no ritmo do PIB (projetado em 0,2% o 2º trim. 2021). 

Em julho, a inflação 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulou 9,85% e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 8,99%. Preços em alta, sendo  incerto o momento do término de pressão de alimentos (commodities, choques hídricos de seca  e geadas),  preço de energia elétrica, gás de cozinha, combustível, custos de produção e busca de recomposição de margens de lucro comprimidas (se a volta da demanda permitir). Além disso, os patamares elevados de inflação criam inércia de preços, postergando o ritmo de queda da inflação.
 

Para o modelo de metas de inflação do Banco Central, as expectativas de inflação estão "desancoradas"; é  difícil cumprir meta de 3,5% (2022). No FOCUS o mercado espera IPCA de 7,05% em 2021 e 3,90% em 2022. A última ATA do COPOM mudou sua posição de política monetária para "agressiva", que significa praticar juros reais acima do equilíbrio (estimado em 3% acima da inflação). O Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (FED) deve anunciar em breve o fim da "política de estímulos"; isso provocará alta de juros externos, pressão na taxa de câmbio e juros domésticos, por aversão ao "risco Brasil" advindo de risco fiscal elevado de gasto público eleitoral acima das regras fiscais. Para quanto elevar a taxa SELIC? Roberto Campos Neto (BACEN) disse: "é impossível qualquer BC segurar expectativas com fiscal descontrolado".  Um enorme desafio persiste na dinâmica do cenário 2021 e 2022.

Ibovespa tem queda importante. Taxa de câmbio indica maior risco.

Índice de ações americano continua com valorização.

 

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Fonte: Omni

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