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Rússia invade Ucrânia (1ª semana): efeitos estratégicos, econômicos e financeiros

Rússia invade Ucrânia (1ª semana): efeitos estratégicos, econômicos e financeiros

Putin planejou uma invasão rápida e pontual. Foi surpreendido pela resistência do povo ucraniano e seu presidente Zelenski que retardaram a invasão russa, apesar da situação desfavorável. A intensa fuga de ucranianos para países vizinhos (mulheres e crianças, os homens ficaram para lutar) indica possibilidade da maior onda de refugiados desde a crise dos Balcãs (estima-se migração de 5 milhões de pessoas).

Putin ameaçou punir drasticamente qualquer país que interferir, declarando em “estado de prontidão” as forças nucleares russas. A invasão bélica de país soberano provocou forte reação, principalmente da União Europeia, G7 e USA. Sanções diversas foram aplicadas, sendo algumas bastante fortes, capazes de enfraquecer a economia e finanças russas.

Algumas:

- Sanções pelos Estados Unidos e aliados aos fluxos financeiros dos grandes bancos russos e subsidiárias, oligarcas, medidas apoiadas pelo Japão, Canadá, Reino Unido, membros da União Europeia;

- Banimento do sistema SWIFT, em que bancos internacionais e russos fazem trocas monetárias internacionais. A União Europeia discute saída de 7 bancos, VTB (2º maior credor da Rússia) e outros;

- USA e EU congelaram os ativos do Banco Central e Fundo Soberano da Rússia no exterior. O impacto foi grave no sistema financeiro, com uma corrida da população russa aos caixas eletrônicos em busca por dinheiro em espécie. A taxa de juros subiu de 9,5% para 20% ao ano. O rublo desvalorizou 30%. 

Em síntese, a confrontação fragiliza as finanças e economia russa e ataca os oligarcas. Contudo, tem contrapartida. A perda contrária está nos países com empréstimos a Rússia (bancos europeus), detentores de emissão soberana ou empresas russas (fundos de investimento americanos, europeus e asiáticos), etc.

Brasil tem cenário menos drástico se houver uma solução em curto prazo. Haverá impacto inflacionário em energia (petróleo Brent já cruzou USD 100 o barril, no pior cenário será USD 150), choque de oferta de fertilizantes (60% vem de Ucrânia e Rússia), alta de commodities (milho, trigo, soja) que afetam preço de proteínas. 

BACEN fará altas finais de juros cautelosas. FED deverá iniciar alta de juros cuidadosa e gradual.

Realocação de ativos, aversão a risco, volatilidade prevalecem no mercado global por mais tempo.

Ibovespa X Dow Jones 
Variação comparada de 05/01/2022 a 02/03/2022

 

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Fonte: Omni

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