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2º trimestre 2022: em busca de atenuantes do complexo e volátil cenário econômico

2º trimestre 2022: em busca de atenuantes do complexo e volátil cenário econômico

A invasão russa à Ucrânia continua trazendo importantes impactos aos envolvidos na guerra, em particular aos europeus, americanos, em termos estratégicos e geopolíticos, e ao restante do mundo com menor intensidade. Para o Brasil houve novo impacto inflacionário advindo do elevado preço do petróleo, aumento generalizado do preço de commodities, escassez parcial de fertilizantes e de diversos insumos tecnológicos e produtivos.

Ao mesmo tempo, as exportações de commodities foram intensamente beneficiadas pela redução global da sua oferta e maior demanda para formação estratégica de estoques de alimentos. Mais do que isso, houve redução de número de países em condição de risco aceitável para receber recursos financeiros de investimento (Rússia, Ucrânia, países do leste europeu, Turquia). O Brasil, com taxa de juros de dois dígitos, menor risco político e fiscal no curto prazo, é ótima opção de alocação de recursos (bolsa e renda fixa), apoiado pela valorização expressiva da taxa de cambio desde janeiro 2022. Taxa de câmbio que aumenta produção local e mitiga curva de inflação.

Atualmente, a inflação excessivamente elevada constitui enorme desafio para muitos países centrais ou em desenvolvimento. No caso dos USA, por conta de sua enorme importância na economia e finanças globais, ocorre crescente debate sobre como será conduzido o aperto monetário pelo FED, sob risco de errar a “dosagem” e sancionar receio de impulsionar uma desaceleração recessiva até 2023 com consequências globais.

O Banco Central admitiu que a curva inflacionária tem trajetória crescente e teto difícil de estimar. Decidiu acelerar ritmo de aumento da taxa de juros, buscando acompanhar o ritmo de alta da inflação. Hoje, sustenta ser possível encerrar a alta de juros em maio com Selic de 12,75%. Se a taxa de câmbio mantiver valorização e os choques de preços acomodarem, poderá haver redução da Selic a partir de setembro, com melhor expectativa de retomada de atividade no curto prazo. 

A inflação elevada desorganiza e penaliza toda a economia, especialmente as famílias de baixa renda. O poder aquisitivo fica débil e o endividamento cresce, aumentando a inadimplência.

Nesse sentido, e diante da agenda eleitoral, o governo tem gerado inúmeras iniciativas para atenuar esse quadro: antecipação de direitos financeiros, base de empréstimos ampliada, redução de tributos, etc. Medidas que deverão auxiliar o orçamento familiar e atenuar algumas dificuldades, à espera da chegada do ano de 2023. 

Ibovespa X Dow Jones 
Variação comparada de 05/01/2022 a 05/04/2022

 

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Fonte: Omni

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