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Inflação persistente = aperto monetário prolongado

Inflação persistente = aperto monetário prolongado

A taxa de inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) atingiu 1,06% no mês de abril ou 12,13% em 12 meses. Inflação crescente e elevadíssima, disseminada (espalhada) em grande parte dos grupos do índice de preços. Uma significativa perda na capacidade de compra da moeda (real). A persistente e elevada inflação tem padrão estrutural e transmissão globalizada. Tem como causas as “ondas de covid” e a “invasão da Ucrânia pela Rússia”, trazendo severos efeitos para economia e finanças globais.

A dinâmica inflacionária tem difícil reversão no curto prazo. O principal meio disponível – na ausência de restrição fiscal, que ao contrário, é expansionista -  consiste em ampliar a ação da política monetária restritiva por um período prolongado: elevando juros, reduzindo liquidez, tornando o crédito seletivo. O aperto monetário faz a economia desacelerar, ou ter recessão de menor ou maior intensidade.

Essa incerteza tem condicionado Bancos Centrais - principalmente o FED, o mais importante na oferta e lastro monetário global -  a hesitarem na velocidade e intensidade do aumento das taxas de juros e redução da compra de ativos. Diante do crescente risco de uma desaceleração incerta - brusca (hard landing) ou branda (soft landing) - os detentores de ativos procuram proteção, geram volatilidade e aversão ao risco. O Banco Central do Brasil, depois de retardo em 2021, acelerou a elevação da taxa de juros SELIC, hoje em 12,75%, contra 2% no início do ciclo de alta. Tem ainda ajuste residual para completar ciclo de restrição monetária e buscar desacelerar inflação e alinhar expectativas de mercado com a meta de 2023.

A atividade econômica iniciou 2022 em frágil performance. Depois com superação da onda de Covid, continuidade do preço elevado de commodities, início do Auxilio Brasil, gradual aumento de emprego formal e informal, utilização de poupança pessoal e/ou crédito, a economia teve ligeira recuperação. As Vendas de Varejo Restrito no primeiro trimestre 2022 cresceram 1,3% no ano e 4% sobre março 2021. Uma recuperação lenta, mas acima das expectativas.

Com nova alta das commodities (guerra na Ucrânia), as exportações cresceram fortemente. As inúmeras medidas do governo implantadas, e outras previstas para o 2º semestre (aumento do funcionalismo) juntamente com o elevado gasto público, tem ampliado expectativas de PIB maior em 2022 (1% a 1,5%). Mas a inflação elevada e aperto monetário limitam esse processo e poderão até desacelerar o ritmo da economia para 2023.

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Fonte: Omni

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