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Cenário desmembrado em três etapas: conjuntural, ciclo eleitoral e pós-eleições

Cenário desmembrado em três etapas: conjuntural, ciclo eleitoral e pós-eleições

O ano de 2022 transcorre sob dinâmica de vetores em diversas direções. Esse complexo ambiente dificulta a tomada de decisão. Assim, como em 2021, estamos desmembrando o cenário atual em etapas de tempo:

Etapa “conjuntural” (janeiro a maio 2022)

A economia estava frágil no final de 2021 e início de 2022 com a forte onda de Covid-19. De fevereiro em diante, com a queda da contaminação e mobilidade, surgiram melhores expectativas de crescimento confirmadas pela alta de 1% do PIB 1º trimestre 2022. Essa melhora foi sendo impulsionada por: Auxílio Brasil, medidas do governo de estímulo econômico (renda antecipada e “benesses” de ano eleitoral), etc. Houve alta de Serviços, Exportações expressivas pelo preço de commodities (guerra na Ucrânia), Ingresso de Capital com favorável risco/retorno com taxa SELIC elevada, aumento do Emprego, Liquidez e Crédito. Contudo, a inflação expressiva tornou-se fenômeno internacional.

Etapa “ciclo eleitoral” (junho a outubro 2022)

Inflação alta e resiliente, orçamentos familiares restritos e limitados, deterioraram situação existencial e alimentar de grande parte de população. O governo procura atenuar essa crise, buscando popularidade. Derrubar a trajetória da inflação é prioridade das medidas de redução de tributação no Congresso. A inflação do mês de maio em 0,47% (11,73% em 12 meses) indica provável início de curva descendente. O COPOM poderá encerrar a alta da taxa SELIC em 13,25% em junho. O contexto de elevados gastos eleitorais deve manter a tendência de redução do desemprego e melhor renda, favorecendo o PIB.

Etapa “pós-eleições” (novembro 2022 - 2023)

Enquanto a economia brasileira tem favorecimento pelas múltiplas ações de governo, o cenário global é de desaceleração de atividade em direção recessiva até 2023/2024 por conta de elevação expressiva de taxa de juros nas principais economias, preços elevados de energia e alimentação, aversão ao risco. Nesse cenário, após as eleições e término de maior parte dos estímulos financeiros e tributários, as contas públicas brasileiras estarão em maior vulnerabilidade e demandarão novas fontes de financiamento via maior tributação e/ou redução e realocação de orçamento, com economia perdendo vigor devido aos efeitos contracionistas do aperto monetário. Será um novo “ciclo de desafios” que exigirá do governo eleito uma política econômica consistente e produtiva para gradual normalização da situação econômica e social.

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Fonte: Omni

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