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Momento Econômico | Ano 1 - Edição 09

por Nicola Tingas

 

Governo Bolsonaro: programa de governo, ministros indicados e intenção de resgate fiscal poderão viabilizar um "cenário entre moderado a virtuoso" para 2019.

Assim que eleito presidente da República, Jair Bolsonaro manifestou sua direção de governo: ressaltou seu compromisso com a verdade e a intenção de cumprir as metas de governo da campanha eleitoral. Confirmou seu alinhamento aos valores e princípios da democracia brasileira e acenou que irá governar para todos os brasileiros. O discurso do recém eleito presidente indicou um governo que se propõe a cumprir metas ousadas. Quanto será viável cumprir, saberemos ao longo do tempo. Na economia podemos traçar cenários preliminares.

O ministro da Economia (e de outras áreas) Paulo Guedes, economista de formação e atuação liberal, indicou os pontos centrais de sua agenda: priorizar a redução da vulnerabilidade fiscal, reduzir o gasto público e a dívida pública, reduzir o tamanho do Estado, delegar recursos orçamentários diretamente para Municípios poderem melhor cumprir metas sociais (reduzir a Federalização do Orçamento), fazer inúmeras reformas microeconômicas para facilitar a dinamização dos negócios e do empreendedorismo, rever qualitativamente o perfil tributário, criar condições para atração de capital externo para projetos de infraestrutura, criar condições de ampliação da oferta e crescimento da economia e geração de emprego, e outros temas.

Boa parte dessa agenda é executável por medidas e atos de governo, porém muitas medidas essenciais - como as reformas da área Fiscal (Previdência e outras) - dependerão da capacidade do governo Bolsonaro conseguir apoio substancial no Congresso Nacional. Se o governo ainda não tem maioria, poderá ter apoio adicional para aprovação em muitas pautas, utilizando a "força política" oriunda do amplo apoio eleitoral da população.

O quadro abaixo indica probabilidades de evolução da "agenda econômica" de governo. São três cenários e a respectiva expectativa de crescimento do PIB, uma "proxi" para indicação de capacidade de recuperação da economia em cada cenário. Evidentemente, essa variável econômica chave (PIB) não explica a qualidade do processo econômico de forma mais ampla, mas serve como tendência de resultado do governo em 2019.

 

 

Algumas das premissas que levamos em consideração para construção dos cenários:


1) Avanços na área fiscal são mais prováveis que improváveis, uma vez que o sistema político sofrerá pressão da sociedade que espera ver a agenda de governo caminhando. Um governo em início de mandato tem maior chance de obter apoio parlamentar para avançar na agenda de reformas, estimular a volta da "confiança" pelos empresários e consumidores locais, além do investidor externo que espera há tempo para internalizar recursos, algo que será vital para financiar investimentos empresariais e em infraestrutura.

2) A economia está em condição favorável para um crescimento rápido e expressivo no curto prazo devido a ampla capacidade ociosa, força de trabalho excedente em larga escala, inflação e juros baixos para o padrão histórico, taxa de cambio favorável, baixo endividamento e melhor condição orçamentária das famílias após o forte ajuste recessivo, menor passivo financeiro e baixos estoques das indústrias, comércio, etc. 

3) Medidas microeconômicas terão impacto de estímulo na produção e conseqüente gradual incremento de emprego e renda, servindo para impulsionar a ampliação da demanda e maior da utilização do crédito para pessoas físicas e pessoas jurídicas, com efeito favorável para o crescimento econômico.

4) A mudança tecnológica, estímulo à concorrência, liberação a novos entrantes no mercado financeiro, além da redução do risco de empréstimo no início de um ciclo de expansão econômica, impulsionarão a oferta e demanda de crédito, estimulando o crescimento econômico ("o crédito é pró-cíclico").

 

2 - Indicadores financeiros, Pesquisa Focus (BACEN) e Projeções

 

 

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Fonte: Omni Soluções Financeiras

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