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Momento Econômico | Ano 2 - Edição 14

por Nicola Tingas

 

Expectativas e incertezas: o que esperar da economia em março

Passados dois meses de governo Bolsonaro, os agentes econômicos estão atentos ao desenrolar das negociações políticas e até "intra-governo" para aprovação da reforma da Previdência. Simultaneamente, questiona-se como o governo poderá promover estímulos para reforçar a recuperação econômica. O risco que deve ser administrado com cuidado é a continuidade da lentidão na recuperação do PIB, o que pode vir a afetar desfavoravelmente um componente vital da propensão a consumir, poupar e investir: a confiança no fortalecimento da economia.

Proximidade dos 100 dias de governo (ou são 180?): todo novo governo tem o chamado "período de graça", em que espera pela estruturação da equipe, início de ação e busca de resultados. No governo Bolsonaro esse tempo está passando sem avanços consistentes. Há dificuldade nas negociações políticas no Congresso, ocasionando atraso da Reforma da Previdência, incertezas entre os agentes econômicos, podendo afetar a confiança.

Reforma da Previdência & negociações políticas: A reforma da Previdência enviada ao Congresso tem grande qualidade técnica, propondo mudança estrutural nos sistemas de regime geral (INSS) e regimes próprios do setor público, prevendo redução de gastos de R$ 1,1 trilhão em dez anos. Contudo, sem adequada articulação política, a reforma poderá ser esvaziada, reduzindo efeitos de resgate do fluxo de caixa crescentemente negativo da Previdência, com menor efeito na redução da dívida pública. Por hora, o mercado tem expectativa de "aprovação suficiente" de R$ 700 ou 600 bilhões. Será mesmo? Bolsonaro dará apoio forte à reforma da Previdência? Para conseguir apoio popular e até mesmo influenciar votos, uma campanha de esclarecimento será lançada, de acordo com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

PIB em lenta recuperação, consumo e crédito: O PIB 2018 cresceu 1,1%, assim como em 2017 (1,1%). Houve "perda de tração" da recuperação econômica após a profunda recessão (0,5% em 2014; -3,5% em 2015 e -3,3% em 2016). Com isso, a economia tem dificuldade de gerar maior emprego e renda, acirrando o debate sobre como estimular o crescimento econômico.  Contudo, o destaque do PIB foi o Consumo das Famílias, que alcançou 1,9% em 2018. A "tendência" do Consumo das Famílias "na margem" ainda é favorável, embora com menor dinamismo. A expansão do Crédito Total no SFN de 5,5% em 2018 poderá alcançar 8% em 2019 na hipótese de aprovação da reforma da Previdência, favorecendo maior Consumo, e PIB entre 2,0 e 2,4% no ano.

Banco Central, taxa de juros (SELIC) e Cadastro Positivo: a inflação está em 3,85% para 2019 (BACEN/FOCUS 01/03/2019), abaixo da meta de 4,25% no ano. Devido a lenta recuperação econômica, cresce o debate "se" e "quando" o BACEN deve reduzir a taxa de juros (6,5%). Há ex-membros do BACEN indicando essa possibilidade, mas o ex-presidente Ilan Goldfajn e o recém aprovado, Roberto Campos Neto, têm o mesmo posicionamento de "cautela para testar" um patamar de juros menor. Contudo, mantém a possibilidade em caso de aprovação de reformas. O debate seguirá até a hipótese de redução de juros no 2º semestre. A aprovação do Cadastro Positivo será um incentivo adicional para expansão do Crédito para Famílias e Empresas.

Mercado financeiro prevê período de volatilidade: para março, e talvez também abril, o mercado financeiro prevê um período de cautela em posicionamentos com ativos financeiros, devendo favorecer especulações e volatilidade.  Exemplo: em fevereiro, investidores estrangeiros retiraram R$2,6 bilhões das ações na B3.

 

2 - Evolução do Crédito no Sistema Financeiro Nacional (BACEN) - itens selecionados

 

 

 

3 - Indicadores financeiros

B3 (Ibovespa) e R$/USD

 

 

 

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Fonte: Omni Soluções Financeiras

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