Agentes econômicos aguardam fim eleição e sinalização “plano econômico 2027-2030”, para melhor estabelecer cenários e prêmios de riscos financeiros.
1. Juros básicos elevados por tempo prolongado elevaram descasamento entre receitas e despesas, resultando endividamento e inadimplência elevados.


2. Governo ampliou estímulos fiscais e de crédito público subsidiado para manter atividade econômica resiliente, buscando também mitigar custo financeiro (PF e PJ).




3. COPOM: limitações no ritmo e intensidade na redução da taxa juros (Selic).
Inflação está em período de sazonalidade favorável (queda de preços) mas, ainda sob efeitos de custos de oferta energia (petróleo, insumos) e demanda consumo serviços. Afora incerteza sobre trajetória dos juros americanos e efeitos climáticos do “El Niño”.


Banco Central sinaliza trajetória cautelosa na gestão da taxa SELIC, subordinado aos dados de conjuntura e expectativas futuras de inflação a cada decisão do COPOM.
Nossa estimativa, é de que no “balanço de riscos para meta de inflação no período relevante” ainda há condição para redução gradual da Selic no COPOM agosto e setembro, e incerteza maior para reuniões seguintes. FED deve manter taxa de juros.


4. Ano 2027 terá “ajuste fiscal limitado” e retração da atividade econômica?
No momento atual a incerteza prevalece no cenário fiscal pós-eleição. O risco de ruptura no financiamento da dívida pública é improvável. Mas, o custo financeiro ainda será elevado nas contas públicas; por decorrência nas finanças privadas da economia.
Curva juros DI Futuro (B3) indica queda de juros limitada ao curto prazo, e “inclinação do prêmio de risco” no médio/longo prazo. Em parte é risco fiscal, que gera inflação.


Em semanas recentes, no mercado de financiamento dos títulos públicos do Tesouro Nacional, o mercado pede “prêmio de risco” crescente nas NTN-B, com taxa de juros que chegam a 8,0% a 8,5% mais IPCA. O Tesouro Nacional tem reduzido a colocação desses títulos, para evitar pagar juros crescentes.
Na prática, o Tesouro Nacional tem “colchão de liquidez” para administrar a pressão de mercado; mas cresce a necessidade de que este governo já comece a indicar como vai reduzir o ritmo de expansão da dívida pública e elevado custo de financiamento.
O PIB 2027 deverá desacelerar entre 0,5 a 1,5% em relação ao PIB 2026, segundo expectativas da pesquisa FOCUS e previsão de instituições financeiras.
Neste cenário, dependente da credibilidade de ajuste das contas públicas que for sinalizado, o COPOM poderá aumentar a intensidade da redução da taxa básica de juros (Selic).
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